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Investimentos no time cria na torcida espectativa de conquista de título nacional

Uillian Correia, Dátolo, Fred, Alan Costa, Geferson, Cleiton Xavier, Gabriel Xavier, Pisculichi, Leandro Salino e Pineda. O Vitória contratou quase um time inteiro neste começo de temporada. Alguns poucos conhecidos, outros com grande histórico no Brasil. O meio de campo, que teve ainda a aquisição de Willian Farias, foi o setor que mais chamou atenção. Investimento alto poucas vezes visto no futebol baiano. Tudo, de acordo com a diretoria do clube, devidamente calculado. Um risco conhecido e com uma pretensão ousada: conseguir o primeiro título nacional da história do Rubro-Negro.



A primeira preocupação com a sequência de contratações do Leão é com a saúde financeira ao longo do ano. Para 2017, o Conselho Deliberativo do Vitória aprovou um orçamento de R$ 83,4 milhões - 8,9% a mais do que no ano passado. Variação que, na visão do presidente Ivã de Almeida, corresponde à correção pela inflação de um ano para o outro. Deste montante, R$ 49,2 milhões irão para o futebol profissional, sendo que R$ 33,7 milhões para a folha salarial, o que daria uma média de R$ 2,8 milhões por mês.

- Pode ultrapassar um pouco os R$ 3 milhões, mas nada que apavore - adianta Sinval Vieira, o responsável pela montagem do elenco.

O diretor de futebol tem feito algo que dificilmente acontecia no estado. Em vez de realizar contratações mais modestas para o estadual e só investir antes da Série A, o Vitória tem apostado na montagem completa do time desde já. O discurso de que os primeiros meses do ano não garantiam recursos para um time mais caro caiu por terra na Toca do Leão.

- É um projeto pioneiro do clube. Desde o primeiro dia do ano, a gente apronta uma equipe para todas as competições. E vai ser assim em todas as minhas gestões. Estamos fazendo contas. Temos orçamento e estamos seguindo esse orçamento. Acredito que, no Brasil, é a equipe que está mais contratando. E tem contratado bem. Não é só contratando. Já ouvi isso em várias emissoras. Isso se deve muito à experiência de Sinval Vieira e ao nosso objetivo - acrescenta o presidente Ivã de Almeida.

E de onde vem o dinheiro para tamanha ousadia? De acordo com Sinval, boa parte das contratações foi permitida pelo enxugamento do elenco. Dez jogadores tiveram o contrato finalizado em dezembro. Mais dois - Ramallo e Cárdenas - estão perto de sair, além da venda de Marinho.

- Eu defendia na rádio que isso era uma bobagem [dificuldade para montar o elenco]. Não afeta. Não é problema. E outra coisa, nós tiramos muitos jogadores do elenco. Todos os que venceram contrato, e foram muitos no dia 31, só ficamos com Norberto, que era o mais baratinho. Saíram dez que, juntando, representam três ou quatro que estamos trazendo, que são valores maiores - explica Sinval.

Além da redução na folha salarial com o fim dos contratos, a direção tem apostado no futuro para arcar com parte das despesas. Nem mesmo o adiantamento de cotas da televisão, feito pela gestão anterior e confirmado por Ivã de Almeida, atrapalha. A mentalidade da diretoria é de que, com um time de grandes nomes, a torcida aumentará a presença no Barradão e novos patrocinadores vão se interessar pelo Vitória.

O diretor de futebol garantiu que todo o orçamento do futebol foi feito com base no que o clube pode arcar ao longo do ano. Entretanto, com a necessidade de recursos futuros para compor os débitos, Ivã de Almeida reconhece um toque de ousadia para o Vitória em 2017.

- Você sabe que um gestor, ele tem seu índice de ousadia, índice de risco. E nós, de certa forma, com bastante prudência, nós estimamos realmente um aumento, para que a gente fizesse face aos nossos investimentos neste ano. E nossos investimentos têm sido muito elevados, mas dentro de uma programação calculada. É um risco mínimo, dentro da margem... Em qualquer planejamento existe essa margem. Nós não saímos de forma desordenada do orçamento, não - diz o dirigente.

A mudança no comportamento da diretoria no começo do ano tem como objetivo mudar o comportamento do time ao longo da temporada. Em sua estreia como presidente do clube, Ivã de Almeida quer quebrar um tabu antigo do Leão. Nada de fazer contas contra o rebaixamento durante a Série A. A missão é usar, sim, a calculadora, mas de olho na conquista da primeira estrela dourada do time baiano.

- Entrar em um campeonato pensando em não cair, isso é um absurdo. A gente tem que pensar em estar na frente, no pelotão de cima. Porque assim vamos fazer um grande futebol, estar no pelotão de cima. O próprio atleta ouvir essas palavras que falo sempre. Nós vamos fazer uma equipe para ser campeã. Isso não quer dizer que vamos ser campeões, mas estamos fazendo uma equipe para isso. Esse é o objetivo. A Série A também. Olha, vou lhe dizer uma coisa, se a gente não for campeão da Copa do Brasil ou do Brasileirão, eu não vou me sentir bem. “Ah, mas ficou em terceiro, vai para a Libertadores...”. Eu não vou me sentir bem. Se você me pergunta o que me confortaria hoje, é ser campeão do Brasileiro ou campeão da Copa do Brasil. É uma ousadia falar isso? É. É até um pouco de imprudência, mas eu estou falando porque eu me conheço, eu parto para ganhar, para ser o melhor em qualquer coisa - promete o presidente do Vitória.

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