Header Ads

Presidente do Vitória minimiza crise e comenta afastamento de jogadores

O Vitória passa por um momento turbulento. Após a eliminação da Copa do Nordeste, a diretoria do clube afastou três jogadores: Neto Baiano, Willie e Nino Paraíba. Presidente da agremiação, Raimundo Viana minimiza esse período de crise.

Presidente do Vitória

“Venho sempre dizendo que a fila anda e vem andando desde que tomei posse”, disse. O cartola Rubro-negro ainda não descartou a saída de outros atletas e sinalizou a chegada de novos reforços na Toca do Leão. “Tudo é possível. Mas não estabeleço prazo. Podem acontecer contratações e dispensas”, cogitou. Viana também comentou sobre a implantação de eleições diretas no clube. “Quero abrir para que o sócio participe das decisões do clube. Que ele sugira, opine e critique junto à direção do clube. E que ajude a conduzir o clube e não se qualifique apenas como eleitor para votar e como eleitor para ser votado também".

O mandatário ainda garantiu que não será figura decorativa no cargo. “Quem manda no Vitória é a torcida Rubro-negra. É claro que o presidente do Vitória é quem assina. E só vou assinar aquilo que acho que devo assinar. Se Jesus Cristo disser para assinar diferente, vou dizer: ‘ Olha, Jesus, faça o seguinte. Se candidate e tal, tome posse e aí você assina’. Por enquanto eu assino”, pontuou.

Todo mundo foi pego de surpresa com os afastamentos de Neto Baiano, Willie e Nino Paraíba. Quais foram os motivos para essa decisão?

Foi a política do clube. Venho sempre dizendo que a fila anda e vem andando desde que tomei posse. São análises e observações e as decisões são tomadas quando as oportunidades apresentam como adequadas.

Outros jogadores serão afastados? O Vitória vai repor essas peças?

Tudo é possível. Mas não estabeleço prazo. Podem acontecer contratações e dispensas. O mesmo critério nos afastamentos, teremos em eventuais contratações.

Não foi precipitado o afastamento dos jogadores na véspera do duelo contra o Anapolina-GO? Não seria melhor tomar essa decisão depois da partida?

O Vitória não pode parar. Tínhamos que tomar a decisão e precisava ser imediata. Não poderia ficar para depois.

Antes das eleições e até mesmo depois, alguns membros de oposição insinuaram que o senhor seria apenas uma “figura decorativa” no comando do Vitória e que na verdade o clube seria dirigido por Alexi Portela. Isso é verdade? Quem manda no clube hoje? Raimundo Viana ou Alexi Portela?

Quem manda no Vitória é a torcida Rubro-negra. É claro que o presidente do Vitória é quem assina. E só vou assinar aquilo que acho que devo assinar. Se Jesus Cristo disser para assinar diferente, vou dizer: “Olha, Jesus, faça o seguinte. Se candidate e tal, tome posse e aí você assina. Por enquanto eu assino”. Mas abrir mão da experiência de ex-presidentes, não só do Alexi, mas do próprio Falcão, como de outros diretores, presidentes lá de trás, de outras gestões, é no mínimo não ser um bom Rubro-Negro. É preciso colher a experiência desse pessoal, não só de ex-presidentes e conselheiros, como também dos torcedores. Agora dizer que Dr. Raimundo vai dar a cadeira para o Glauber Guerra sentar, é dizer uma coisa que acho delicado. Se você me faz uma visita e aqui na minha sala só tem a minha cadeira e você está mais cansado do que eu, claro que você vai sentar em minha cadeira. Mas o presidente sou eu.

 Após as eliminações do Baianão e Copa do Nordeste, o torcedor está cético quanto ao acesso para a Série A. O que fazer para mudar isso?

O Campeonato Brasileiro ainda não começou, mas a torcida tenha certeza que não vai faltar disposição e vontade. Nós vamos perseguir o nosso retorno para a Série A e de preferência com o título. Lógico que não esperávamos essa eliminação na Copa do Nordeste, mas vamos continuar trabalhando.

Você foi presidente do Vitória na década de 1970 e depois de mais de 40 anos voltou ao cargo. Qual a principal diferença que você tem notado daquela época, para os tempos atuais na administração do clube? Agora é mais difícil?

A grande diferença talvez esteja no volume de recursos que o futebol envolve. As cifras são enormes. No restante é muito parecido. O ser humano talvez esteja um pouco diferente lá de trás. Antes tinha mais apego a camisa. Você via um jogador atuar por anos e ter identificação no clube como Roberto Dinamite no Vasco, Zico no Flamengo, Socrátes no Corinthians... Aqui tivemos o Kléber Carioca, Mário Sérgio, Walter Valença, entre outros. Naquela época tinha mais permanência em relação ao clube. Hoje você um jogador no Corinthians e amanhã no Vitória. Hoje no Vitória e amanhã no Flamengo... Até no arquirrival. Rhayner no ano passado estava no Bahia e hoje está no Vitória. O [Maxi] Biancucchi estava no Vitória e foi para o Bahia e assim vai. Isso causa um pouco de impacto, não que eu estranhe isso, pois fui diretor jurídico na gestão de Alexi Portela.

Nesta temporada, o Barradão ainda não apresentou um bom público. O que fazer para trazer o torcedor de volta ao estádio?

Eu tenho uma opinião formada a respeito, pois sou torcedor. Ninguém discute a paixão do torcedor Rubro-negro pelo Vitória. É extraordinário. A transferência desse amor para o time tem uma diferença grande. Precisamos urgentemente trazer à torcida para jogar junto com o clube. Vamos fazer ações para que o torcedor volte a nos ajudar.

Durante o pleito eleitoral, muito se discutiu sobre as eleições diretas. E o senhor expressou apoio para a abertura do clube. Em 2016, o Vitória vai ter eleições diretas?

Eu sou a favor das eleições diretas. O que não sou favor é deixar o clube vulnerável para que aventureiros que não tenham compromissos com o clube, venham a se apoderar. As eleições diretas não são da alçada do presidente e não depende da caneta do presidente, passa por todo um processo. Claro que o presidente influencia, mas não sou o responsável. Mas acho que Deus está reservando isso para mim. Que eu seja o último presidente eleito indiretamente do Vitória.

Mas qual seria essa fórmula para não deixar o clube vulnerável? O conselheiro e deputado Marcelo Nilo sugeriu que o candidato à presidência fosse sócio patrimonial, mas que os sócios do “Sou Mais Vitória” teriam direito ao voto. Já Alexi Portela disse que os eleitores necessitariam serem sócios patrimoniais da agremiação para terem direito ao voto. E a sua opinião?

Veja como a coisa é fantástica. Abrir a discussão em todos os segmentos representativos do Vitória que é o bonito da história. Não vamos falar por aí que é bom  fazer isso que é bom para o Ceará, Sport, Palmeiras, enfim. É importante que debata bem o assunto, para que saia uma coisa boa para Vitória. E não uma coisa da decorrência da emoção e do momento. Eu estarei na linha de frente, para que mudando o estatuto do clube, tenhamos uma maior participação do torcedor e do sócio, na vida do clube. Eu quero abrir o clube antes desse processo eleitoral, para que o sócio não seja lembrado apenas como eleitor no dia da eleição. Quero abrir para que o sócio participe das decisões do clube. Que ele sugira, opine e critique junto à direção do clube. E que ajude a conduzir o clube e não se qualifique apenas como eleitor para votar e como eleitor para ser votado também. E somando as minhas ideias, vamos chegar a um ponto relevante para o Vitória. Só votar não é importante. Além da eleição direta é importante que o torcedor possa interferir nos destinos do clube.

Bahia Notícias

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.