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Novo técnico do Vitória, Claudinei Oliveira foi apresentado

A sequência de ações foi invertida na Toca do Leão. Em geral, os treinadores são anunciados, apresentados e só depois comandam treinos. Com Claudinei Oliveira, isso foi alterado. O técnico foi anunciado na terça-feira como substituto de Ricardo Drubscky, comandou os trabalhos com bola por dois dias e só então foi apresentado, nesta quinta-feira, na Toca do Leão.

Novo técnico do Vitória, Claudinei Oliveira

Claudinei não foi a primeira opção do Vitória. O clube baiano tentou contratar Ricardo Gomes, e tinha Gilson Kleina e Adilson Batista na mira. O novo técnico rubro-negro chega com certa resistência do torcedor, que ainda não viu o time se apresentar bem na temporada. Mas isso não deve ser problema: ele conta que está acostumado a enfrentar a desconfiança e lembra que viveu experiências semelhantes nas equipes em que trabalhou.

- Assumi o Santos com desconfiança. Era estreante, o Neymar tinha saído. No Goiás, também enfrentei isso. Saí do Paraná, com dificuldades financeiras, e fui para o Atlético-PR. Alguns questionavam o fato de contratar um técnico que estava na Série B. Terminamos o Brasileiro em 8ª lugar. Desconfiança não é novidade. Quero mostrar para o torcedor que vou trabalhar e trazer resultado. Cabe conquistar o torcedor com meu trabalho, o dia a dia. Para qualquer nome que colocassem aqui no Vitória, teria os que gostam e os que não gostam. Meu objetivo é mostrar no dia a dia minha competência e fazer com que o torcedor veja isso - contou.

Novo técnico do Vitória, Claudinei Oliveira
Claudinei surgiu no Santos, em 2013, e desde então acumulou passagens por outros três clubes. Com dois anos como técnico profissional, ele se diz mais experiente para contornar situações vividas no dia a dia do futebol.

- A diferença que tenho para quando comecei é que fui evoluindo. Tive novas experiências, novos desafios. A gente vai errando, acertando, passando por dificuldades, alegrias, derrotas. Evoluí como profissional. Acho que temos que evoluir sempre. Não podemos achar que está bom. Assumi o Santos com uma certa desconfiança de que a equipe cairia para a Segunda Divisão. Mesmo assim, conseguimos levar a equipe ao sétimo lugar do Brasileiro, trabalho bem feito na minha opinião. Comecei com grandes jogadores, vencedores, como o Montillo, o Edu Dracena. Foi muito bom. De lá para cá, venho aproveitando. Temos que conhecer a história do clube, como o torcedor gosta de ver o time jogar. Temos que conhecer onde estamos trabalhando. Fiz isso em todos os clubes por onde passei. Felizmente, não passei por nenhum clube reprovado. Algumas enquetes mostraram que o torcedores do Atlético-PR não eram a favor de minha saída. Vou seguir trabalhando, sou um profissional interessado em fazer as coisas acontecerem, crescer na carreira. Podem esperar de mim 120% de dedicação ao trabalho - declarou.

O novo técnico do Vitória também falou sobre as preferências táticas. Claudinei Oliveira disse que gosta de  jogar com uma equipe mais rápida, sem centroavantes como referência, mas contou que prefere adaptar a formação tática aos jogadores que tem à disposição em cada clube.

- Não sou amarrado na questão tática. Monto minha equipe em cima das peças que tenho. Às vezes você vai, e o elenco já está montado, tem tipo de jogador que não tem tanta necessidade, mas joga bem. Procuro moldar meu esquema. No Santos, jogamos sem atacante de referência, da mesma forma no Goiás. No Atlético-PR e no Paraná, mantivemos o esquema com o centroavante. Tenho preferência por jogar com falso nove, mas já me moldei a ter um atacante de área. Vou conhecer, ver o que temos de melhor, minha missão é escalar os 11 melhores. Dentro dos 11 melhores, tem que adaptar algumas situações. Depende do que se tem em mãos, do material humano. Vamos ter um jogo atrás do doutro, mas vamos conversar com o Amadeu - disse o treinador.

Claudinei também comentou a principal dificuldade do Vitória na temporada. Apesar dos bons resultados - o Rubro-Negro se classificou sem dificuldades para as quartas de final do Baiano e teve a melhor campanha da fase de grupos da Copa do Nordeste -, o time ainda não conseguiu uma boa atuação. O técnico conta que tentará fazer a união entre os triunfos e os jogos convincentes.

- Acho que futebol tem que conhecer onde se está trabalhando. Cada clube tem sua realidade. O torcedor do Santos pede um time alegre. Se recuar o time, é cobrado.  A equipe do Grêmio aceita jogar pelo resultado, ganhar de 1 a 0. Vamos conhecer como o torcedor do Vitória gosta da equipe. Particularmente, acho que resultado é importante. Ganhar jogando bem é importante. Quero ganhar. Acho que futebol bem jogado também é importante. A gente tem que proporcionar um bom futebol. Tem que buscar as duas coisas - finalizou.

Globoesportes

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