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Carlos Falcão, vice-presidente do Vitória

Carlos Falcão, vice-presidente do Vitória
Quanto uma boa administração pode influenciar no desempenho do clube dentro de campo? Difícil colocar a resposta em números, mas certo é que a ligação existe. Exemplo disso pode ser visto no Vitória, atual vice-líder da Série B (ocupou a primeira posição por 11 rodadas consecutivas) e que está a poucos passos de retornar à tão sonhada elite do futebol nacional.

Fora das quatro linhas, o clube rubro-negro vem dando exemplo e certamente é hoje um dos mais organizados de todo Brasil.

Atualmente, o Vitória conta com uma das maiores receitas do Nordeste (R$ 35 milhões em 2011 e previsão de R$ 50 milhões para 2012), além de ser a agremiação brasileira a mais diminuir sua dívida nos últimos anos (déficit reduzido em 86%, de R$ 86 milhões para R$ 10 milhões). Fora isso, conseguiu elevar seu faturamento em 205% nos últimos cinco anos - a receita pulou de R$11,2 milhões em 2007 para R$35 milhões em 2011.

Na atual gestão (iniciada em 2007), o Vitória vem se reestruturando de forma eficaz e, por conta disso, passou a acumular resultados positivos nos campeonatos que disputa – foi vice-campeão da Copa do Brasil em 2010, finalista do Campeonato Baiano desde 2007 (sendo campeão quatro vezes) e dificilmente não fará parte da Série A do Campeonato Brasileiro no ano de 2013.

“Entendemos que os bons resultados em campo são, no geral, consequência do modelo de planejamento e de gestão implantado pela direção do clube, especialmente quando esse clube possui um orçamento limitado, como no nosso caso. É possível um clube com um grande orçamento e mal administrado obter em um curto período algumas conquistas em campo, mas dificilmente isso ocorrerá por muitas temporadas consecutivas ou com clubes com receitas menores”, analisa o vice-presidente do Vitória, Carlos Falcão, em entrevista.

“No longo prazo ‘a bola não entra por acaso’, nós precisamos manter a excelência na administração e fazer mais com menos se desejamos ser competitivos”, acrescenta o dirigente rubro-negro, que pontua os principais méritos do Vitória para considerável evolução do clube no aspecto financeiro.

“Responsabilidade e equilíbrio. Acho que essa foi a combinação para o êxito da gestão econômica e financeira do Vitória. Em 2006, quando o presidente Alexi Portela assumiu o clube, estávamos na Série C, faturamos R$ 7 milhões e tínhamos um endividamento de R$ 80 milhões. Apesar de alguns resultados adversos em campo, não cedemos às pressões para produzirmos déficits operacionais. No ano passado, apesar da Série B, fechamos o ano no azul, um dos poucos clubes do Brasil a não ter prejuízo”, lembra.
Porém, Carlos Falcão ressalta que o trabalho para que tudo esteja em ordem fora das quatro linhas é bastante árduo. Tanto é que são raros os clubes que conseguem diminuir as dívidas ao invés de aumentá-las ainda mais. De acordo com o dirigente, a paixão precisa muitas vezes ser controlada, e não pode ficar acima da razão na hora de tomar uma decisão dentro do clube.

“Foi e continua sendo muito difícil manter a serenidade e o equilíbrio para decidirmos com a razão. A pressão é muito forte: imprensa, torcedores, sócios e conselheiros, todos, como nós, querem vencer e ganhar títulos. O dirigente, também apaixonados, muitas vezes é pressionado a tomar decisões baseadas nessa única variável, a paixão, se levar em conta orçamento, endividamento, fluxo de caixa, capacidade de pagamento, etc.”, destaca Falcão.

“O Vitória, por exemplo, não possui divida bancária, nem antecipou receitas de TV. Porém, estamos pelo segundo ano seguido na Série B. O desgaste pessoal da diretoria é enorme. Enquanto nós privilegiamos a responsabilidade, muitos optam pelo caminho mais fácil: antecipar receitas e deixar os problemas para os próximos gestores”, acrescenta.

Caso nada atrapalhe os planos da diretoria, a expectativa do dirigente rubro-negro é bastante ambiciosa: fazer com que o Vitória se torne um dos dez maiores clube do país daqui a oito anos.

“Temos um planejamento estratégico concluído recentemente de sermos reconhecidos até 2020 como um dos dez maiores clubes do Brasil. Para isso, precisamos dobrar nosso orçamento atual e conquistarmos um título de expressão nacional. Somos pentacampeões do Nordeste, mas precisamos ser competitivos a nível nacional. Quem sabe não começamos esse ano, com o título da Série B?”, completou Carlos Falcão.

Fonte: UolEsportes

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