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Entrevista com Fernando

Ex-jogador do Vitória, o meia Fernando, que participou da bela campanha do rubro-negro no Brasileirão de 99, concedeu entrevista ao Bahia Notícias e falou sobre os projetos depois de pendurar as chuteiras. Fernando, que também já atuou pelo Bahia, fala sobre sua passagem pelo futebol japonês, relação com Paulo Carneiro e os motivos que levaram a parar de jogar.

Bahia Notícias: Como foi sua chegada ao Vitória?


Fernando: Eu estava atuando em um torneio e o pai de Kléber, que já estava no Bahia, me viu jogar e me indicou. Newton Mota aceitou e eu passei um ano no Bahia. Depois que um grupo de jogadores saiu do Bahia para o Vitóra, em 1992, eu fiquei no rubro-negro até 1997. Alguns atletas saíram para o futebol espanhol, no qual o Vitória tinha uma parceria com o Villarreal, e depois voltei até o final de 2002.

BN: Como foi a passagem pelo futebol japonês? 

Fernando: No começo lá no Japão o meu grande problema foi encarar o frio, ainda mais por sair daqui de uma cidade nordestina. A língua também dificultou um pouco, mas como tínhamos companheiros brasileiros não foi tão complicado assim. Eu gosto muito da cultura oriental e, por isso, a alimentação no Japão não foi problema algum.

BN: Os três anos no Japão foram os melhores da carreira?

Fernando: Foram os melhores três anos da minha vida de jogador de futebol, mas pelo aspecto do lado físico. Joguei três anos no mesmo nível, e bem no Kashiwa Reysol. Tive uma boa passagem por lá, mas o Vitória me marcou mais, principalmente por ter sido no Brasil.

BN: Você se arrepende de ter deixado o futebol brasileiro?

Fernando: Não me arrependo não. Eu tive diversas proposta para sair do Vitória. Mas, naquela época, Paulo Carneiro (ex-presidente do Vitória) não queria me liberar de jeito nenhum. Fui o último jogador do time de 99 a sair do clube, e porque bati o pé firme ainda.

BN: Sua relação com Paulo Carneiro era boa?

Fernando: Sempre tive uma boa relação com o Paulo Carneiro.  Nossa relação até hoje é muito boa. Sempre que podemos e conseguimos a gente conversa.

BN: Qual treinador marcou positivamente sua carreira?

Fernando: Um profissional humano, trabalhador, diferenciado. Trabalhei com Paulo Autuori por um ano no Japão e fiquei impressionado com o conhecimento que ele tem do futebol. Uma postura profissional durante os treinamentos, nas conversas e no dia-a-dia.  Se você perguntar a dez pessoas sobre ele, os dez falarão bem. O Ricardo Gomes também foi um grande técnico.

BN: Você deixou grandes amigos no futebol?

Fernando: Fiz poucos amigos. No mundo do futebol é preciso saber selecionar, né? Existem poucos profissionais e muito jogadores de futebol. O Marcos, ex-zagueiro do Vitória, é um dos poucos que mantive o contato.  Ele tem uma casa no mesmo condomínio onde eu moro em Salvador e estamos sempre em contato.

BN: O que fez você desistir da carreira?

Fernando: A lesão na cartilagem no joelho não foi o único motivo, mas contribuiu muito. Desde o meu retorno do Japão, eu atuava no sacrifício. Os campos duros, o contato físico muito grande no futebol brasileiro e o rebaixamento do Vitória, em 2010, formaram uma lista de coisas para minha aposentadoria. Conversei com os meus familiares e tomei essa decisão.

BN: Hoje, qual o seu projeto para o futebol brasileiro?

Fernando: Luciano Reis, ex-treinador do Vitória, passou dez anos nos Estados Unidos. Ele resolveu voltar para o Brasil e juntamos para fazer um grande trabalho, juntamente com um empresário Russo. Nosso papel é idêntico ao que eu costumava fazer no Vitória. Quero ser o meio de campo entre os garotos e os clubes, mas sem exercer o papel de empresário. Luciano, em algumas cidades do Brasil, seleciona os garotos e encaminha para os times. ‘Eight Soccer Intermediation’. Escolhi esse nome por causa do número 8 que gostava de usar no Vitória, futebol e o fato de ser a intermediação. Além disso, eu e o Luciano formamos uma parceria com o Vitória e estamos analisando jovens no interior do estado.

Bahia Notícias

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